Vacina
Idosos com mais de 85 anos começarão a ser imunizados em Pelotas
Com nova remessa recebida nesta segunda, Pelotas inicia na quarta-feira a vacinação de mais um grupo
Carlos Queiroz -
No início da tarde desta segunda-feira (8), Pelotas recebeu mais 7.110 doses da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Destas, 4.890 serão destinadas a vacinar 43% dos idosos com 85 anos ou mais, e outras 2.220 para trabalhadores da área da saúde. A vacinação do novo grupo de idosos começa na quarta.
Conforme a direção de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os idosos receberão a vacina nas seguintes Unidades Básicas de Saúde (UBSs): Simões Lopes, Lindoia, Salgado Filho, Fraget, Laranjal, Porto e Bom Jesus. A vacinação ocorrerá das 10h às 15h. Os beneficiados devem apresentar documento de identidade (RG ou CPF), comprovante de residência e o cartão SUS. A SMS, no entanto, afirma que a aplicação ocorrerá enquanto houver estoque disponível.
Ao todo, a 3ª Coordenadoria Regional de Saúde já distribui 38.360 doses referentes a primeira e segunda aplicação. Deste total, 18.893 foram aplicadas na região segundo dados do Monitoramento da Imunização Covid-19. Ainda que o município tenha atingido apenas 47% dos grupos já habilitados, a coordenadora regional de Saúde, Caroline Hoffmann, destaca que a vacinação está ocorrendo dentro do cronograma estabelecido pelo estado. “A gente entende que o ritmo da vacinação está dentro do normal, até achei que poderia ser mais lento mas está bem acelerado. Aqui nos municípios da região está dentro do normal”, destacou.
O doutor em Epidemiologia e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Pedro Curi Hallal, acredita que a vacinação está ocorrendo na velocidade esperada. Para ele, a questão é o baixo número de doses disponíveis no país. “Na verdade o problema é a disponibilidade de vacinas, o Brasil está lento porque tem pouca vacina. A forma, os grupos prioritários, não tem nada de errado, até poderia fazer um pouco diferente, mas não tem nada de errado. O que está realmente atravancando é a pouca disponibilidade de vacina. No Brasil, hoje, tinha que ter 150 milhões de doses e tu fica brigando por 2 milhões, 3 milhões, e aí distribui entre os estados. O que está atrapalhando é a disponibilidade de vacinas”, analisou.
A partir da semana que vem, os municípios da região já poderão iniciar a aplicação da segunda dose para aqueles que fazem parte do primeiro grupo prioritário, cujas doses chegaram no dia 19 de janeiro. “A segunda dose a gente já entregou para os municípios na semana passada, mas esse aprazamento de aplicação da segunda dose - segundo a nota técnica do Ministério da Saúde e do Estado - tem 28 dias -, então acredito que na semana que vem já vá começar. Os municípios já estão se preparando para neste prazo já estarem aplicando novamente naqueles que receberam naquela primeira remessa”, explicou Caroline Hoffmann.
Força-tarefa
No terceiro dia da força-tarefa da prefeitura, além de continuar imunizando médicos, dentistas, fisioterapeutas, auxiliares e técnicos de Enfermagem e enfermeiros, com mais de 60 anos, a SMS estendeu a vacinação para todos os profissionais e trabalhadores de serviços de saúde ativos, com mais de 60 anos. A Vigilância Epidemiológica registrou cerca de 600 pessoas contempladas. O mutirão se estende até hoje, das 9h às 19h, nos prédios do IFSul.
Polêmica em Rio Grande
Uma postagem no Facebook levou idosos aos postos de saúde de Rio Grande. A imagem publicada mostrava um cronograma de vacinação - que teria partido do governo do Estado - com datas específicas para cada grupo. Chegando lá, as pessoas eram avisadas de que não havia disponibilidade de vacinas.
“A gente não tem datas previstas porque não sabe quando que o Ministério vai liberar para o Estado e nem sabe o quantitativo. É conforme o quantitativo que vamos liberando os públicos-alvo. Desconheço esse calendário com datas, até porque não podemos trabalhar com datas por não ter certeza de quando vão chegar essas vacinas”, disse a coordenadora regional da saúde.
Ela salienta que ainda não é possível prever quando pessoas fora do primeiro grupo prioritário e dos idosos com 85 anos ou mais poderão ser vacinadas. “A definição dos próximos grupos depende muito da produção dos laboratórios, então não tem como planejar por data essa vacinação. Acredito que o próximo grupo, depois que acabar esse de 85 para cima, vai continuar nos idosos, mas com uma faixa etária menor. Tem os quilombolas, que também são do grupo prioritário, mas ainda não tenho uma confirmação de como vai ser. Conforme as doses chegam ao Estado está se estabelecendo os critérios dos grupos”, finalizou Caroline Hoffmann.
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